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Resenha do livro: Aurora, o despertar da mulher exausta, de Marcela Ceribelli

Atualizado: 9 de mar.

Com uma escrita amigável e afetuosa, Marcela Ceribelli propõe uma conversa sobre a realidade das mulheres.

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Confira a resenha do livro: Aurora - O Despertar da Mulher Exausta, de Marcela Ceribelli publicado pela Harper Collins em 2022. ​​


Se a vida fosse simples a tal ponto, diria que esse livro é um manual da mulher moderna. Não por ter todas as respostas para os dilemas da complexa existência feminina, mas porque traz um olhar esperto, crítico, atualizado e muito bem embasado sobre questões que atravessam de diferentes formas toda mulher.


Num misto de relatos pessoais e muita informação, Marcela Ceribelli apresenta em seu primeiro livro a síntese da realidade das mulheres do nosso tempo. Instigando a olhar para dentro e fazer novas reflexões a partir de uma contextualização da nossa existência em sociedade.


Em cada capítulo (“Exausta”, “Mulheres Difíceis”, “O Novo Espelho”, “Quanto dura o amor?” e “Confie no seu processo”), ela aborda um dos pilares que costumam sustentar os estereótipos femininos. Indicando caminhos e propondo reflexões, a ideia central é quebrar ciclos através de um olhar mais gentil consigo mesma.


“Exausta”, abre o livro, evidenciando o cansaço extremo causado pela falácia de que mulheres têm a habilidade nata de serem multitarefas e por isso, podem facilmente cuidar de tudo e todos. Cenário agravado pelo consumo desenfreado de redes sociais e o culto a produtividade que geram comparações e ansiedade. O fato é que estamos cansadas de estar cansadas tentando agradar e atender às mais diversas demandas. Chegou o momento de olhar para dentro, respirar e valorizar as pausas e o ócio.


“Mulheres Difíceis” exalta a personalidade de mulheres decididas, que não têm receio de compartilhar suas ambições, desejos e opiniões. O problema? Elas são tachadas de loucas, difíceis e normalmente se tornam alvo de fofocas e intrigas. Recebendo como prêmio a solidão que acompanha uma mulher bem-sucedida e de personalidade forte, que aprendeu a dizer não. Por outro lado, temos mulheres que acumulam mil tarefas, inclusive as não contabilizadas, que geram uma carga mental enorme — mas mantendo o papel de “boa e generosa” para evitar conflitos. Fato é que ambos os caminhos têm seus ônus e bônus e talvez o ponto aqui seja poder ser quem se é, sem rótulos ou penalizações.


“O novo espelho” põe luz na relação historicamente construída entre mulher e seu corpo. Ressignificando essa relação para encontrar novas motivações para se exercitar e cuidar da alimentação — e emagrecer ou ter o corpo da capa de revista não fazem parte disso. Afinal, perder peso e mudar seu corpo podem ser uma consequência natural da prática de exercícios — ou não — agora, quando isso se torna a razão para infinitos sacrifícios, a relação já não é saudável como poderia ser. O movimento que gerou a marca @chapadinhasdeendorfina, propõe o fim ao ódio ao corpo e suas naturais imperfeições.



“Quanto dura o amor?” chega para retirar da mulher o peso da responsabilidade pela felicidade da relação. Abordando questões como prazer (alô, @prazerobvious), ciúmes, responsabilidade afetiva, autoestima, segurança e traições sob novas perspectivas. Destacando que evoluir e cuidar de si pressupõe também cuidar e selecionar melhor nossas relações, criando um contexto saudável para todos. O que leva, algumas vezes, a termos e recomeços.


“Confie no seu processo”, finaliza o livro, destacando a importância da caminhada, em detrimento dos erros, frustrações e decepções inevitáveis do caminho. Abordando questões como autossabotagem, procrastinação, perfeccionismo e vergonha, que estão diretamente ligadas à importância dada a julgamentos e opiniões externas que podem, inclusive, paralisar. Lidar com tudo isso não é fácil nem há uma receita, mas encontrar empatia e inspiração no texto já é um alento.


Outro ponto alto do livro são as referências. Marcela nos presenteia com infinitas dicas de livros, filmes, séries, pesquisas, reportagens para que o tema siga reverberando. Sem falar de uma curadoria precisa de episódios do podcast “Bom dia, Obvious”, também apresentado por ela, que abordam com mais profundidade e sempre com um convidado muito especial os mesmos temas abordados no livro.


Considero Aurora uma leitura obrigatória para quem quer entender a realidade feminina na atualidade! Aqui está o link para adquirir o livro e ainda ajudar o Raízes: Aurora, na Amazon.

Se você ainda não conhece a Marcela ou quer saber mais sobre ela, deixo aqui algumas dicas:


Episódio do podcast Bom dia, Obvious em que Marcela Ceribelli bateu um papo sobre seu livro, Aurora, com Hariana Meinke (@harianameinke).


Episódio do podcast De Carona na Carreira em que Thais Roque bate um papo sobre empreendedorismo e liderança com Marcela Ceribelli.


Projetos idealizados e conduzidos pela Marcela:


Quem escreve

Adriana Ferreira é de Campo Bom, no Rio Grande do Sul. Formada em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo Digital e mestranda em Processos e Manifestações Culturais, com bolsa CAPES e pesquisa nas áreas de literatura, feminismo e interseccionalidade. Idealizadora do Raízes, é quem escreve e publica resenhas, críticas literárias, artigos sobre mercado editorial, dados do livro, incentivo a leitura e mais. Membro fundadora e responsável pela comunicação da Associação Literária de Campo Bom.



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