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Lista de Livros… Melhores leituras do primeiro semestre de 2022

Atualizado: 22 de dez. de 2023

Vamos ao resumo das minhas leituras até o momento? Reuni aqui quais foram os livros mais especiais de 2022 até o momento. Vem ler!

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Confira nessa lista de livros com a seleção de melhores leituras do primeiro semestre de 2022.


Mais do que o prazer de ler um bom livro, apreciando aquele momento de calma e foco, também aprendemos muito. Seja por um conteúdo novo que temos contato ou através das experiências dos personagens, sempre há algum conhecimento para extrair da leitura.


Refletir sobre a mensagem e os problemas que o livro aponta, desbravar novas culturas, lugares, personalidades, expandir nosso pensamento e diversificar opiniões. Questionar o que está dado e duvidar das certezas que tínhamos, são tantos os caminhos para desfrutar de um bom livro.


E como, recentemente concluímos o primeiro semestre de 2022, parei um pouco pra fazer um balanço das minhas leituras até aqui e selecionei as mais especiais. Adianto que não avaliei por nota, estrelas ou qualquer coisa nesse sentido, escolhi pelos sentimentos que a experiência de leitura me trouxe e como o livro me marcou.


Para montar uma lista que não ficasse muito extensa, escolhi um livro por mês, com uma menção honrosa, para um livro que não poderia ficar de fora. A maioria deles tem resenha escrita aqui no Raízes, então deixarei o link para quem quiser saber mais do livro.


Melhor leitura de Janeiro - A Metade Perdida, de Brit Bennett

Esse livro traz uma história bastante dramática sobre duas irmãs gêmeas, que fogem da pequena cidade em que vivem em busca de uma vida diferente. Porém, durante a fuga elas se separam e a vida de cada uma segue caminhos muito, mas muito diferentes.


Através da narração das duas irmãs, conseguimos acompanhar relatos bastante íntimos de mulheres negras, que sentem na pele o preconceito, a discriminação, a desconfiança e muitas vezes a invisibilidade.


Uma leitura que mostra o racismo não só de brancos para com pessoas negras, mas também o preconceito existente entre as próprias pessoas negras, que não se reconhecem como tal. Pondo luz no tema colorismo e como questões de identidade, pertencimento e representatividade importam tanto.


Achei uma leitura dolorosa em alguns momentos, mas bastante necessária para ampliarmos o entendimento e reflexões sobre raça, cor, preconceito. Temas complexos e multifacetados, que principalmente nós, pessoas brancas, temos o dever de buscar entender, na tentativa de alguma evolução como sociedade e quebra de preconceitos. Resenha do livro aqui.


Melhor leitura de Fevereiro - Tudo é Rio, da Carla Madeira

Minha primeira leitura da autora já foi incrível. Li Tudo é Rio em um clube do livro que proporcionou um papo com a autora sobre a obra, foi muito especial. Essa história traz um triângulo amoroso, um tanto clichê envolvendo um casal e uma prostituta. Mas, cada personagem carrega uma história de vida densa e o enredo que faz os três se cruzarem é bastante forte e complexo, nos deixando presos a história.


Adorei essa leitura por diversos motivos, o primeiro é a escrita da Carla, que nos prende, nos toca e não deixa parar de ler. Segundo porque há uma sequência de quebras de estereótipos e certezas sociais fantásticas, que nos fazem refletir a todo momento. E por fim, a história apesar de chocante, me pareceu muito possível de acontecer de verdade, o que me fez refletir ainda mais sobre as relações humanas e a nossa capacidade de seguir em frente. Resenha do livro aqui.


Biografia romanceada da Frida Kahlo, escrita por uma pesquisadora sobre a artista. O livro narra muito bem a trajetória da pintora, baseada em fatos e com citações reais da própria Frida. Mas por uma licença poética, a escritora se utiliza da ficção para tentar transmitir os sentimentos de Frida ao longo dos acontecimentos de sua vida.


Eu não conhecia a história da artista com profundidade e essa primeira leitura consegue dar um panorama excelente sobre sua vida pessoal e trajetória profissional. E que história! Uma mulher forte e resiliente, que sofreu muito, mas superou os obstáculos mantendo a esperança e força de recomeçar.


Sempre muito consciente e segura de suas escolhas, ia até o fim para conseguir o queria e sabia muito bem aguentar as consequências dos seus atos, sustentando sempre sua autonomia e liberdade. Leitura muito inspiradora, mas também bastante dolorosa em alguns momentos o que me acendeu um importante alerta durante a leitura: não podemos romantizar o sofrimento.


Frida aparentava ter sempre força e otimismo para enfrentar suas dificuldades, porém fica claro que ela sofreu e muito. Sendo que vários desses sofrimentos poderiam, sim, ter sido evitados por ela mesma ao impor alguns limites em suas relações. E também, se as pessoas em sua volta tivessem mais empatia e responsabilidade afetiva. Por isso, não quero colocá-la em lugar de heroína e sim reforçar que se trata de uma mulher, um ser humano.


Sem dúvidas um livro que apresenta muitas questões sobre relações conjugais, familiares, liberdade sexual e enfrentamento de doenças. Vale muito a pena conhecer a história dessa mulher incrível. Resenha do livro aqui.


Soube da existência de Brené Brown através da palestra: The Call to Courage, disponível na Netflix, onde ela fala sobre vulnerabilidade. Adorei o tema e como ela o aborda, com humor, leveza e bastante honestidade. Por conta disso, minha leitura dela trata justamente desse mesmo tema e a experiência foi igualmente agradável.


O livro trata a questão com mais profundidade do que a palestra, dando um panorama das descobertas da escritora que é também uma pesquisadora do tema. Com relatos reais de experiências do cotidiano, dicas super viáveis de como nos permitirmos ser mais vulneráveis no e como isso contribui para aproveitarmos de fato as oportunidades da vida.


Alguns podem julgar ser um livro de autoajuda e, ter preconceito, eu sinceramente penso que não importa se é ou não autoajuda, mas sim o quão relevante é o tema que ela aborda. Afinal vulnerabilidade, vergonha, medo e insegurança, são sentimentos que todo ser humano, admita ele ou não, sente. E aprender a falar sobre essas emoções nos ajuda a enfrentá-las e superar os obstáculos que elas impõem.


Eu recomendo muito, acho super válido para desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e aprimoramento das relações. Resenha do livro aqui.


Melhor leitura de Maio - Casas Vazias, de Brenda Navarro

Que livro difícil, mas que livro bom! Uma história sobre o sequestro de uma criança de 3 anos, relatado sob a perspectiva da mãe biológica e da "mãe" que o sequestra. Relatos fortes, de tirar o fôlego e desconstroem totalmente o estereótipo de mãe perfeita.


Maternidade real, que exibe não só as belezas e afetos de ser mãe, mas também todas as dúvidas, medos, dores, frustrações, peso e cansaço que a maternidade traz. Em um enredo super dramático que conta a história de vida dessas duas personagens, deixando evidente que o rapto da criança é a menor das tragédias.


Leitura de tirar o fôlego a partir de uma escrita muito franca e intimista, em que na maioria do tempo apenas acompanhamos o fluxo de pensamentos dessas duas mulheres. Evidenciando questões extremamente importantes como machismo, feminicídio, falta de estrutura familiar, pobreza e traumas.


Mais um livro que me tocou por sua profundidade e verossimilhança, não tenho dúvidas de que histórias como essa acontecem mesmo. Em uma sociedade tão desigual e carente, mas, ao mesmo tempo, tão exigente com desempenho e aparência, não tenho dúvidas de que essas duas mães existem em algum lugar por aí. Resenha do livro aqui.


Melhor leitura de Junho - K, de Bernardo Kucinski

História de um pai procurando uma filha, que desapareceu no período da ditadura no Brasil sem deixar nenhuma pista. Enquanto acompanhamos sua dolorosa jornada, presenciamos fatos históricos de como esse período funcionava, a partir de diferentes perspectivas: dos militares, de integrantes da resistência, civis, familiares, organizações que discretamente tentavam ajudar os presos políticos, entre outros.


Extremamente forte ler esses relatos em 2022, enquanto vivemos sob um governo de extrema-direita, que defende publicamente os militares ditadores, a ditadura (negando o golpe) e o AI-5. Pensar que podemos retroceder para um período com esse, não só assusta, como revolta. Principalmente ao observar uma parcela da população que concorda e apoia esse tipo de pensamento, extremamente ultrapassado e criminoso.


Por isso, é fundamental que todos conheçam a verdadeira história da ditadura no Brasil e tenham consciência de que não podemos permitir voltar para essa realidade. E um livro como K, humaniza esse período, dando nome, rosto e sentimento para os acontecimentos da época. Não foram só números e datas, foram pessoas, famílias, sociedade que sofreram e muito as consequências do autoritarismo no Brasil.


Recomendo demais essa leitura, principalmente nesse momento que estamos vivendo. Em breve terá texto sobre esse e outros livros que tratam sobre a ditadura no Brasil, aqui no Raízes. Acompanhe!


Outro livro que me apresentou um universo novo, me fazendo enxergar o mundo da perspectiva de pessoas travestis. Um texto difícil de ler em alguns momentos, por sua densidade e pelo martírio que as personagens enfrentam dia após dia apenas para sobreviver.


Contando a vida de Camila, personagem principal, a autora nos insere no dia a dia de um grupo de amigas travestis, que fazem o que precisa ser feito para se manterem vivas em um mundo de preconceito, violência, desrespeito e desvalorização.


Conhecemos também, um pouco da infância de Camila, seu processo de se descobrir travesti e como a família lidou com isso. Revelando de forma bastante honesta o processo de dúvidas, medos e frustrações que habitam todos nesse momento.


Apesar de se tratar de uma ficção, a história mostra a realidade que travestis enfrentam evidenciando toda a crueldade e hipocrisia existente na nossa sociedade. Acho uma leitura muito relevante para pensarmos a situação, não só de travestis, mas de toda a comunidade LGBTQIA + e como nós também somos responsáveis por mudar a realidade que eles enfrentam.


Tenho a esperança que histórias profundas e sensíveis como essa possam despertar um pouco de humanidade nas pessoas, para poderem agir com mais respeito e empatia. Resenha do livro aqui.

 

E por aí, como está o seu balanço de leituras do primeiro semestre?


Compartilhe nos comentários suas leituras preferidas do ano! Vamos trocar indicações :)


 
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Obrigada por ler! 🤓

Espero que tenha gostado e se inspirado a ler os livros.

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Nos vemos no próximo texto 🥰



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